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Terça-feira, 21 de Abril de 2026

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Número de mortos em operação da Polícia no Rio passa de 120 após moradores recuperarem corpos em mata

Os corpos levados à praça não constavam nesses números, informou o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, em entrevista concedida nesta quarta.

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O Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, amanheceu nesta quarta-feira (29) sob forte comoção e medo. Moradores levaram pelo menos 64 corpos à Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, uma das principais vias da região, ao longo da madrugada — um dia após a operação policial mais letal da história do estado.

Desde a manhã de terça-feira (28), quando teve início a megaoperação das forças de segurança, já são 128 mortes contabilizadas, segundo informações extraoficiais. O último balanço oficial divulgado pelo governo do Rio apontava 60 suspeitos e quatro policiais civis e militares mortos. Os corpos levados à praça não constavam nesses números, informou o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, em entrevista concedida nesta quarta.

A operação, que mobilizou tropas das polícias Civil e Militar, helicópteros e veículos blindados, teve como alvo grupos ligados à facção Comando Vermelho. Segundo o governo, a ação visava capturar líderes do tráfico de drogas e coibir o avanço de milícias em comunidades da Zona Norte.

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O governo do estado reafirmou que a operação foi necessária para conter o avanço do crime organizado e declarou que “todas as ações seguiram protocolos legais”. Já movimentos sociais e entidades de defesa dos direitos humanos classificaram o episódio como “massacre” e “tragédia humanitária”.

Enquanto isso, a população do Complexo da Penha vive dias de medo e incerteza. Escolas seguem fechadas, comércios não abriram as portas e muitos moradores permanecem sem sair de casa. “O barulho dos tiros ainda ecoa na cabeça da gente. Ninguém dorme mais tranquilo”, disse outro morador.

A investigação oficial sobre as mortes e a atuação das forças policiais será acompanhada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, pela Defensoria Pública e pela Ouvidoria de Polícia.

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